Quando eu virei adulto
Trocaram-se os parafusos
Duas noites em vão, com sinos e meia noite
Sem pretérito e sem verdade, que a gaveta esconde
1 segundo, 1 minuto, horas, tardes, noites
dias, semanas, quinzenas, meses sem andar de ponteiros
pedras caem e param no ar
Com o íntimo fraco, insetos e bichos rodeiam presas
Elas o rodeiam, baratas e vermes desbaratinados, indiferentes
Como uma raça que chora, braveja, ri de piadas, sem escutar
Desvaído, desandado e distraído encontra o destino um tempo perdido
Sua casa, seu ego-pensamento, esvaziam-se de sentidos nas horas
e quando vagas, ninguém mais
um seco, sem tempo, paralizado, pode até ancorar desprezo ilusório vazio de sentimentos
As sobrancelhas franzidas perdem sentido,
Alegorias viram sátiras
Tristeza, coisa que passa
Jeitos, viram normais
A cara é uma que não escapa
fica feia e sem graça, cheia de marcas
a idéia fica fraca
a amizade se desgasta
o pensamento, racional
e a criança, uma brincadeira sem graça
Um certo dia que percebi, eu estava ali, sentado...
Se um sonho, talvez, a visão, o tato, a lingua e o ouvido nao explicarão
apenas nasceu, e quando um nasce, outro morre....
esse dia morreu, o auto-amor algo tao triste e só
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